Autocobrança e autoestima

Quando nada parece suficiente

A autocobrança costuma nascer de um lugar de proteção: se eu fizer tudo certo, nada dá errado. Com o tempo, ela vira uma voz que não descansa. A terapia ajuda a mudar a relação com essa voz.

Como isso aparece no dia a dia

  • Você só consegue enxergar o que faltou, nunca o que foi feito.
  • Descansar dá culpa.
  • Elogios são difíceis de receber e críticas ficam ecoando por dias.
  • Você adia coisas importantes por medo de não fazer perfeito.
  • Comparar-se com os outros é automático.
  • Errar parece dizer algo sobre quem você é.

O que acontece no corpo e no cérebro

O cérebro aprende com consequências. Se ao longo da vida você foi reconhecido principalmente quando acertava, ou criticado quando errava, faz sentido que ele tenha montado um sistema de vigilância para evitar falhas. A autocobrança é esse sistema trabalhando o tempo todo.

Esse estado de vigilância mantém a resposta de estresse ligada e consome energia. Por isso a autocobrança costuma andar junto com cansaço, ansiedade e procrastinação: quando o padrão exigido é impossível, adiar vira uma forma de se proteger do erro.

Como a terapia pode ajudar

Na terapia, a gente investiga de onde vêm essas regras e para que elas serviram. Com a ACT, você aprende a reconhecer a voz crítica como um conjunto de pensamentos, e não como verdades sobre você, e a agir de acordo com os seus valores mesmo quando ela aparece.

Com a FAP, a própria relação terapêutica vira um espaço para experimentar algo diferente: ser visto sem precisar estar impecável, errar e ser acolhido, pedir e receber.

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Perguntas frequentes

Autocobrança é sempre ruim?

Não. Querer fazer bem feito é saudável. O problema é quando a exigência não tem limite, gera sofrimento constante e passa a travar a sua vida em vez de impulsionar.

Baixa autoestima tem tratamento?

Sim. A terapia ajuda a mudar a forma como você se relaciona com você mesmo, construindo uma visão mais justa e gentil, com base em experiências novas e não só em pensamento positivo.

Perfeccionismo tem a ver com ansiedade?

Muitas vezes, sim. O perfeccionismo costuma funcionar como uma tentativa de controlar a ansiedade diante do erro, e as duas coisas se alimentam.

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Rayane Raiol segurando o livro Talvez você deva conversar com alguém
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